Terça-feira, Junho 23, 2009



QUE SAUDADES DE CASA!

Ai, que saudades de mim blogueira inveterada e ativa. Ai que saudades de usar esse computador de mesa com essa tela enorme e incrível, por onde vejo o mundo através dessa internet de conexão rapidissíssima. Daqui eu enxergo o meu próprio mundo com mais facilidade, com a praticidade perfeita que a boa tecnologia nos oferece.

E sim, que saudade de meu papaizinho, que é um apaixonado por tecnologias, e que se não fosse por ele, eu não estaria aqui usando essa beleza de computador, que tem na nossa casa no Rio.

Meu pai ama internet e quer que aqui ela possa ser acessada com a velocidade de luz e com a maior qualidade possível, ele é quase obsessivo mas uma obssessividade encaminhada para o bem da família.
Que saudade de meu papaizinho.... que saudade de assistir "Sex and the City" e "GNT Fashion" com minha mãe lá no meu quarto e ficar conversando na hora de dormir e rindo de palhaçadas que fazemos que são imperdivelmente engraçadas pra nós duas.

Minha visão de minha casa carioca tem um gôsto interno de recomeço. Vim pra cá passar essa semana, porque atualmente estou noviçando de sexta a domingo. Aliás...trabalhar só de sexta a domingo é TUDÓ!!!!!!!!!!! Ainda mais com teatro musical. Ok. Fazemos duas sessões por dia em cada dia de trabalho mas em compensação (super compensação) meu sábado e domingo é de segunda a sexta e começo a minha semana às 14h de sexta-feira. Um luxo total!

Quando falei do gôsto de recomeço é porque como estamos em estado de constante mudança e aprendizado, comigo não é diferente. I'm always changing...e mudando com atenção e intenção de tentar apesar do altos e baixos, melhorar a vida, a qualidade do trabalho, das relações também, de minha relação com o mundo...

Dá uma sensação de novidade e recomeço de algo diferente essa coisa de ver "minha casa" (casa dos meus pais) de outro ângulo, do ângulo de fora. Atualmente eu moro (adorando a experiência) sozinha em São Paulo, desde fevereiro e, mesmo que seja pouco tempo cronológico, o tempo subjetivo da sensação de maravilha e angústia e dúvidas e alegrias e descobertas, sucessos aqui, fracassinhos acolá, eu coloco tudo no balaio "o sucesso de Julia em Sampa". Não no sentido piégas do sucesso do musical apenas, mas o sucesso de que morando sozinha eu literalmente "SUCEDO". Ocorre a sucessão de eventos, alguns planejados, outros nem tanto, mas a vida anda e anda bem! E é o único caminho, um excelente caminho. Eu me autoregulo em todos os sentidos. E tenho sido ótima comigo!

Tenho o meu amigo Léo Weiner, tenho o Thiago, a Rena, A Anna, a Cidália, A Gê, a Sisi... amo esses e outros amigos que não citei aqui e não me sinto solitária porque tenho a eles por lá. Também tenho a Sandra, o Felipe, a Mari, a Tati, a Lola, o Rodrigo, o Samsão, a Crismarie, todos em mim, no coração, mais ou mais longe, sempre.

Mas estou sim, sozinha. Se eu vou tomar banho ou não quem decide sou eu e apenas eu posso decidir. Calma gente, ninguém me dava banho por aqui em casa antes de me mudar, mas a presença do outro te cobra a fazer coisas, tarefas...por você mesmo. Sem dizer nada, o outro ( que pode ser mãe, pai, namorado, irmão), a presença do outro acaba te cobrando. Mas não é exatamente isso. Vou explicar: Meus pais são tranquilérrimos e meu irmão também, ninguém me cobra muita coisa por aqui. Mas eu falo da cobrança que a gente projeta no olhar do outro e na presença dele. Meu pai por exemplo...acorda cedo (na maioria das vezes) com a vitalidade e garra que ele tem pra trabalhar, isso me faz sentir que eu podia ser mais proativa com minhas coisas, assim como ele é. Mas morando com ele é fácil...é fácil fazer projeções de como ele me vê e pensar que não importa o que ele pense sobre mim, que eu me espelho nele e tudo mais.

O mais difícil, mas também o mais prazeroso do caminhar sozinho, é sentir que por ter um pai e uma mãe tão presentes, amorosos e disponíveis para cuidar de mim sempre...é que eu aprendi a ser meu pai e minha mãe. Aprendi a ser meu pai e minha mãe de mim mesma. Aprendi a cuidar de mim como eles me cuidam.

Diga-se de passagem, cuido muito bem. De modo que não fico sem banho, arrumo meu quarto, arrumo a cabeça com minhas conversas com amigos ou sozinha na hidroginástica ou com insônia, ou lendo livro de auto-ajuda (meu pai abomina mas tem vários que eu adoro e me fazem muito bem).

Eles não estão em mim só porque eu sinto saudades ou porque os amo muito. Eles estão em mim porque eu sou uma parte grande deles. Além disso quando se têm pais zelosos como os meus...eu acho que isso tem um efeito engraçado. Me cuido por mim e por eles, pra mim e pra eles.

Quando tenho alguma dúvida sobre algo nem sempre eu preciso telefonar, entra em minha cabeça um diálogo meu com meu pai e com minha mãe. Ouço o que um e outro diria...a analista também entra nessa das vozes e o Felipe também. Ouço todo mundo e pondero. Tem vezes que parece que a angústia não tem saída, mas estando atenta, ela surge de repente e com a mesma rapidez se vai. É difícil mas é bom, é dureza, mas é ótimo crescer.

Morar sozinha pra mim é uma maneira incrível de me deparar comigo mesma sem filtro e de me enfrentar cara a cara e exercitar quem sou, o que quero, porque quero e pra onde vou. Não tenho mais tanta ansiedade de saber o caminho, só saber que é o meu e que eu construo à minha maneira já é uma baita vitória pra mim.

um beijo pro meu pai e pra minha mãe e pra minhas queridas amigas bolgueiras!

Segunda-feira, Maio 18, 2009


JULIA NEW PLUS MODEL


Como a maioria das amigas blogueiras sabem, eu estou morando em São Paulo desde fevereiro porque estou em cartaz com o musical A Noviça Rebelde. Para renovar minha vida profissional resolvi procurar aqui em Sampa agências de atores e modelos. Você deve estar se perguntando... modelo????? Siiiiiiiiiiiim! Modelo!

Cliquei na internet "Plus Size Models" e tive feliz surpresa de encontrar a maravilhosa agência de modelos Worldmodels. Lá eles trabalham não só com modelos comuns mas também com modelos de tamanho grande!!!! Ao descobrir a agência eu enviei minhas fotos e meu currículo e tive a surpresa de ser aprovada pra entrar! O primeiro passo é as fotos serem aprovadas. E em seguida a modelo pode optar por pagar R$ 60 reais por seis meses ou R$ 100 para ter suas fotos divulgadas lá durante um ano. Optei pela segunda opção e estou radiante de felicidade. Ainda que eu venha a emagrecer um pouco, como eu planejo, como os padrões de magreza vigentes são muito rígidos eu continuarei no rol das "gordinhas" e espero ter muuuuuitos trabalhos pela frente. Funciona assim, se rolar algum comercial de Tv ou trabalho de fotos que tiverem meu perfil eles chamam a mim e à outras gordinhas pra fazer o teste. A produção do comercial ou do trabalho em questão escolhe a modelo.

Mas o fundamental para que acontecesse tudo, além do meu empenho em achar a agência, foi eles terem aprovado minhas fotos e e terem achado que tenho potencial pro ramo. O fato de ser atriz e locutora também conta pois como atriz tenho mais possibilidades. E ser locutora também é ótimo porque eles sabem que tenho boa voz.

O consultor da Agência, o simpático Flamir, conversou longamente comigo sobre como este mercado está crescendo e como cada vez mais está se tornando profissional. Ele me disse no entanto, que ainda acontece (lamentavelmente) de pessoas desavisadas quererem fazer fotos ou trabalhos como se fosse uma brincadeira, tipo: "sou gordinha e vou brincar de modelo e tirar um dinheirinho". Atenção!!!!! Não é assim que funciona. As pessoas que não estejam realmente imbuídas do espírito profssional da coisa não devem se aventurar porque não é um hobby e nem um passa-tempo ou uma brincadeira. É um trabalho. Exige disciplina, entrega e esforço. É preciso ser o mais profissional possível e levar o trabalho a sério.

Achei muito bacana! O mercado de modelos plus size está crescendo cada vez mais e fico feliz de participar desse crescimento!

Estou super feliz! Sou a NEW PLUS MODEL!!!!!!! EEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!


Vejam o site da agência neste link e me vejam lá! Um grande beijo a todas! Sou a nova modelo plus Size da Agência World Models!!!!!!!!

http://www.worldmodel.com.br/sitenovo/worldmodel_agency_modelos_plus_size.htm

Segunda-feira, Maio 04, 2009




SETE

Para compreender melhor cada um deles eu tirei o significado de dicionários e fiz minha simples e humilde complementação.


Inveja:

“Inveja é o desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Um desejo violento de possuir o bem alheio”. Já o Dicionário de Psicologia Dorsch esclarece: “A inveja pertence aos sentimentos intencionais. É uma insatisfação, o aborrecimento com a alegria do outro”. Portanto, aquilo que é invejável é encarado como algo de muito valor.

Acho muito feio sentir inveja e sinto a kilômetros quando sou objeto dela. Já senti... como todo mundo, mas prefiro pensar que cada pessoa tem suas particularidades e faço um exercício de valorizar a cada dia o que tenho, em vez de invejar o que o outro tem que eu não tenho.

Gula: "apego excessivo a boas iguarias", ou ainda "excesso na comida e na bebida".

Tento me controlar pra não engordar, mas adooooooro! Acho que depois de sexo a melhor coisa da vida é comer.
E comer depois do sexo propriamente dito também é ótimo, hehehe...

Luxúria: apego aos prazeres carnais. Também podendo ser: corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia, sensualidade.

Então, me consideram e me considero uma mulher beeeem sexualizada. Se não der pra fazer eu falo muito sobre o assunto pra desopilar, hehehe...Achei um pouco moralista essa definição aí em cima. "Corrupção de costumes" é o catzo. Eu prezo e fidelidade mas ao mesmo tempo acho uma futilidade imbecil. Podia todo mundo poder pegar todo mundo na boa ( sem neuras e de camisinha, claro) e quem sabe o mundo seria mais calmo. No fundo acho que a gente mais se ilude e que a maioria das fantasias são alimentadas pelo fantasma do "não pode". Se você pensar que pode aí você olha melhor pra cara do sujeito e pensa: humm...pensando bem... prefiro meu namorado...

Ira:

Segundo o dicionário Aurélio, ira é cólera, raiva, indignação, desejo de vingança. É preciso distinguir entre a ira ou cólera; e raiva ou ódio. O ódio e a raiva, de certa forma, são a ira reprimida. São emoções totalmente destrutivas tanto para os que as sentem como para quem se torna objeto delas. A ira é um impulso momentâneo, que provoca também os maus pensamentos, fazendo com que muitas vezes façamos acusações injustas, provocando muitas brigas e conflitos nas relações.

Acho que não pratico não...temho aprendido que devemos ficar irados com o que merece e não por qualquer coisa. Acho que frequentemente fico irritada, mas creio que é um estado muito mais brando do que a ira.

Soberba:

Pode ser associada à luxúria, altivez e apresenta um certo nível de presunção exagerada para com bens materiais. Frequentemente um indivíduo com essas tendências também apresenta vaidade e arrogância, juntamente com orgulho demasiado pelas próprias capacidades e eventuais realizações, sempre associadas aos bens tangíveis, ao luxo. Soberba é a tendência de um indivíduo para um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer.

Acho que essa palavra me soa mal mas lembra algo bom: sorvete! :) Confesso que nunca compreendi muito bem o que é soberba, mas acho que é a supervalorização de si mesmo por motivos fúteis ou algo assim, como diz no dicionário. Não me reconheço nessa.

Preguiça:
O dicionário Aurélio define a preguiça como “aversão ao trabalho; negligência, indolência”. Já o velho testamento a apresenta como um dos sete pecados capitais caracterizado pela “pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada”.


Eu sofro dela mas eu gosto, me atrapalha e me dá prazer. Quando é dia de folga é muito bom, quando preciso trabalhar me sinto um tiquinho culpada mas penso logo que todo mundo sente um pouco nos dias de trabalho. Como eu adoro meu trabalho a preguiça dura pouco e dá um eventual prazerzinho de sentir.


Avareza:


A mesquinhez é sinônimo de avareza. A avareza em si consiste na retenção intensa daquilo que possuímos para não dividir com os outros...Pode ser um bem material, ou não, como no caso de pessoas que se negam a dar qualquer tipo de contribuição, ainda que afetiva para as outras pessoas. É justificável do ponto de vista comportamental, pois a história de vida da pessoa possuirá traços que indiquem e até expliquem a origem da mesquinhez desta ou daquela pessoa.

Acho avareza um traço horrível. Quando fico amiga de alguém e noto que o sujeito é mesquinho tenho enorme dificuldade de lidar com isso porque não sou assim. Ainda mais com dinheiro. Jamais de la vie poderia por exemplor namorar um homem ávaro, que divide centavos ou escolhe café puro porque o capuccino que ele gosta é mais caro, credoooooooo! Nunca namorei ninguém assim mas já vi por aí. Aff!


Danika Faxina! Espero que você curta meus 7 pecados! Beijo pra vc!

Terça-feira, Abril 07, 2009

Think or feel, feel or think
Think or feel, feel or think by Julia Porto love on Polyvore.com


Sense and sensibility

ou
Razão versus Paixão (do radical pathos)
ou
I don't think, I feel
ou
I don't feel, I think
ou ainda
I let myself think more than feel






AFF!!!!!! Dei vários títulos ao texto a seguir porque um só não traduz minha múltipla questão existencial da última madrugada insone. Outro dia uma amiga muito querida me disse que tenho enorme potencial pra crescer na vida e que só não cresço mais porque minha ansiedade me atrapalha. Na hora eu ouvi e concordei. Sim, sou muito ansiosa. Acabo querendo rapidamente tirar conclusões sobre as coisas e me confundo. A ansiedade acaba me sabotando porque sempre tenho a ilusão que se chegar o mais rápido possível à conclusão de como me sinto com relação aos temas da vida, à idéias e às situações, vou me sentir mais calma e menos angustiada.

Só que depois desse toque da minha amiga eu passei a pensar que a tal "calma" da conclusão, o tal apaziguamento da angústia é ilusório e me impede de ter reflexões mais avançadas. Interrompo meus próprios fluxos e a forma como eu penso o mundo e como me sinto fica reduzida e perco parte do meu potencial. A conclusão de querer tanta conclusão é que no fim das contas acabo nem sabendo direito de que forma eu realmente me sinto com relação a um objeto qualquer. Tudo acarretado pelo monstro da ansiedade que habita o meu ser.

FFFFOUND!


Fiquei matutando a madrugada toda sobre o pensar e o sentir. Acho que me tornei artista, atriz, cantora... porque tem algo que não sei explicar que trasnborda em mim. E é esse "não sei o quê" de sensilbilidade em alta voltagem que me faz ser mais sentimento que razão. Se deixar minha natureza me levar eu sinto muito mais do que penso. Ah, mas se eu deixasse o "sentir" fluir mais do que o "pensar", o primeiro me engoliria. Então acabo indo pro outro extremo, da racionalização hardcore pra me proteger, pra me defender de ser assolada por mim mesma.

A própria rotina de um cantor-ator de musical já é diferente. Não tem horário civil, a organização do dia é outra. E com isso a organização mental também muda. Aliás, um parentesis, isso me alivia muito. Durante alguns anos eu acordei cedo pra trabalhar e pensava até quando aguentaria o martírio, pensava que tinha algo errado comigo porque era extremamente infeliz de acordar às 7 da matina. Me sentia fracassada de alguma forma.

THINKER
THINKER by hello_hello~ on Polyvore.com


Hoje estou me sentindo ótima acordando mais tarde, mas ainda sim a rotina física e mental de um artista é diferente. Se eu não racionalizar minimamente meu dia e o que eu sinto ao longo dele, eu posso facilmente me perder, me equivocar com meu próprio sentimento, achar que estou levemente deprimida ou ver problemas onde eles não existem. Isso pra mim de certa forma seria me deixar levar só pelo sentimento.

Quando eu penso sobre as coisas eu me sinto mais segura. E esse é um vício que minha boa análise me traz e me trouxe ao longo do tempo. Não é ficar neurótica analisando tudo não. Mas é me manter centrada, ter um foco, pensar nos objetivos da vez. Pensar em ser feliz naquele momento presente.

Como estou morando sozinha eu tenho que fazer muitas vezes o exercício de me preencher de mim mesma. Está sendo um enriquecimento pessoal e tanto.



Ainda sim tenho pensado em buscar o equilíbrio entre o sentir e o pensar. Tenho pensado em me dar mais tempo, um tempo interno de ouvir como me sinto, antes de pensar. Não sei se um caminho pode ser a meditação. Tenho uma intuição de que tentar sentir mais e pensar menos pode ser um caminho incrível para um crescimento pessoal e também pra um crescimento como atriz e cantora.

Afinal o "sentir" é a matéria prima, o filé mingnon, de um bom artista, qual seja sua especialidade.



Escrevam o que vocês blogueiras e blogueiros pensam ou sentem sobre sentir e pensar ;)))

beijos

Julia :)

Segunda-feira, Abril 06, 2009

CRESÇA E DIVIRTA-SE

Texto da escritora Martha Medeiros sobre seu livro "Divã" que deu origem à uma peça e ao filme estrelado pela atriz Lília Cabral


Growing up
Growing up by Julia Porto love on Polyvore.com



Tenho viajado pra lá e pra cá acompanhando algumas pré-estreias do filme Divã, baseado no meu livro homônimo. Delícia de tarefa, ainda mais quando a gente gosta de verdade do trabalho realizado, e esse filme realmente ficou enxuto, delicado e emocionante. Além disso, ainda consegue me provocar. A personagem Mercedes (vivida pela incrível Lilia Cabral) está fazendo análise e leva pro consultório muitos questionamentos sobre sua vida. Até que, passado um tempo, finalmente relaxa e se dá conta de que não há outra saída a não ser conviver com suas irrealizações. Diante disso, o analista sugere alta, no que ela rebate: “Alta? Logo agora que estou me divertindo?”

Eu tinha esquecido dessa parte do livro, e quando vi no filme, me pareceu tão cristalino: um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária. Você é adulto mesmo? Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente, divirta-se.

Não que seja fácil. Enquanto um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a liberação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia.

Dia desses recebi o e-mail de uma mulher revoltada, baixo astral, carente de frescor, e fiquei imaginando como deve ser difícil viver sem abstração e sem ver graça na vida, enclausurada na dor. Ela não estava me xingando pessoalmente, e sim manifestando sua contrariedade em relação ao universo, apenas isso: odiava o mundo. Não a conheço, pode sofrer de depressão, ter um problema sério, sei lá. Mas há pessoas que apresentam quadro depressivo e ainda assim não perdem o humor nem que queiram: tiveram a sorte de nascer com esse refinado instinto de sobrevivência.

Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas? Creio que nos apegamos com desespero a elas por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá. E então se fica ruminando, alimentando a própria “má sorte”, num processo de vitimização que chega ao nível do absurdo. Por que fazemos isso conosco?

Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.




Amei este texto da Martha Medeiros e sou fã da coluna dela na Revista O Globo!!!! Espero que vocês curtam!

beijos

Julia

Quinta-feira, Março 19, 2009


http://adrianasassoon.files.wordpress.com/2008/10/ponte-agua-estaiada.jpg


PONTE ESTAIADA



Do terraço do meu prédio, na Chácara Santo Antônio, em SP eu posso avistar essa beleza. É a ponte estaiada Otávio Frias, que foi construída em abril de 2005. Da minha casa eu a vejo de longe, mas ainda sim é linda linda de se ver.

Curiosidade;

Ponte estaiada é um tipo de ponte suspensa por cabos constituída de um ou mais mastros, de onde partem cabos de sustentação para os tabuleiros da ponte.

Por hoje é só :)




Julia Porto na capa da revista da Folha de São Paulo!!!!

Olá blogueiras! Estou morando em SP para continuar cantando a atuando no musical "A Noviça Rebelde" e no domingo, 16 de março tive a grata surpresa de saber que fui capa da Revista da Folha de São Paulo!!!!! Achei o máximo!!!!!! Essa foto foi tirada em um de nossos ensaios na quinta-feira dia 12 de março. Sucesso total!

Terça-feira, Março 17, 2009




A ALMA IMORAL


Fui com amigos queridos da Noviça assistir ontem (segunda, 16 de março) o monólogo maravilhoso da atriz Clarice Niskier, aqui em São Paulo. A peça é incrível e me provocou vontade de cair no pranto em muitos momentos. Clarice adaptou para o teatro o livro “A Alma Imoral”, de Nilton Bonder, com o objetivo de mobilizar o pensamento e a emoção do espectador contemporâneo.


Saí da peça excitadíssima e verborrágica porque inúmeras questões que a atriz aborda são questões humanas de todos nós, sejamos homens ou mulheres. Alguns trechos que me tocaram profundamente discutem o conceito de traição e tradição, estar longe ou perto de si mesmo. o apego, a cultura, o que a moral...


No que tange a traição ela coloca que há muitos outros tipos de traição mais fortes do que a do senso comum. Trair é não ser companheiro, é não amar com toda a potência, é não cuidar... isso é apenas uma ínfima parte das questões abordadas na peça.


O monólogo descortina a fragilidade humana, a busca do ser humano, a força, a fraqueza...tudo com uma delicadeza e uma beleza inesplicáveis. Como a própria Clarice diz no início do espetáculo: "não tentem racionalizar, apenas sintam". Dificílimo pra mim não colocar em palavras, muitas palavras o que sinto.


A música da peça é lindíssima, a luz, o figurino, a nudez... lindo lindo lindo!!!!


Com supervisão de Amir Haddad, Alma Imoral desconstrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização. Conceitos de corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência. É um espetáculo que tem por base histórias do velho testamento, parábolas de sabedoria judaica, além de informações históricas e científicas.


Saibam mais sobre o monólogo no site http://www.almaimoral.com/


Se tiver curiosidade de assistir uns trechinhos em vídeo e assitir também as impressões do crítico de teatro, Dirceu Alves Junior aqui de Sampa falando sobre o trabalho clique aqui http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/dez-melhores-pecas-de-teatro/a-alma-imoral.shtml



IMPERDÍVEL!!!!!!!!!!